Agente De Escolta penitenciaria Mata rottweiler em Hortolandia
Hortolândia registrou no dia 26/07, pela manhã, o segundo caso de ataque de agentes penitenciários contra cães neste ano. Uma cachorra da raça Rottweiler, que era cuidada pela equipe de funcionários do complexo penitenciário Odete Leite de Campos Critter, foi morta por um agente de escolta que disparou contra o animal por volta das 6h30. Dois outros agentes testemunharam a ocorrência e deram voz de prisão a Edson dos Santos de Oliveira, que teria utilizado sua arma pessoal para atingir a cachorra. O suspeito, porém, não atendeu o pedido e fugiu do local com a arma do crime.
As testemunhas acionaram os agentes Vanderson e Cândido, que fizeram o resgate do corpo do animal. Segundo suas informações, a cachorra não morreu na hora em que recebeu o tiro. Ferida na região do pescoço, ela caminhou até o local onde havia dado cria há cerca de um mês e lá sucumbiu ao ferimento e veio a óbito. Seus filhotes foram doados pelos funcionários da penitenciária há oito dias e ela ainda apresentava leite na região mamária.
A Polícia Militar registrou o boletim de ocorrência e as investigações estão sendo conduzidas pelo delegado Dr. Fernando Bueno de Castro, do 1° DP. Segundo ele, a polícia ainda não havia localizado o agente Edson, mas os investigadores já estavam trabalhando no caso. "Quando ele for localizado, apreenderemos sua arma para confronto balístico. O corpo do animal já está sendo conduzido a um hospital veterinário para retirada do projétil. O agente pode responder pelos crimes de maus-tratos e disparo de arma, pois embora ele tivesse permissão de posse da arma para sua proteção pessoal fora da penitenciária, ele não estava autorizado a disparar lá dentro", explica o delegado.
Pelo crime de maus-tratos seguido de óbito do animal, Edson pode ser condenado a até um ano e quatro meses de detenção. Já pelo disparo de arma, sua sentença pode ser de dois a quatro anos de prisão, agravada caso o revólver esteja raspado, ou seja, sem identificação legal de uso.
O corpo da Rottweiler foi levado por representantes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Hortolândia para um hospital veterinário de Campinas, onde será realizado um exame de radigrafia da região atingida e extração do projétil, que será entregue ao delegado responsável pelo caso. O Dr. Fernando Bueno de Castro, que deve tirar licença ainda nessa semana, repassará o caso para o delegado Dr. Eduardo Tokunaga, do 2° DP do município.
Os investigadores devem ouvir o autor do disparo, bem como os agentes que testemunharam a ocorrência e os outros dois que resgataram o corpo da cachorra. O laudo do hospital veterinário também será anexado ao inquérito.
O caso foi acompanhado pela Associação para a Melhoria da Vida Animal e do Meio Ambiente (AMA), que quer explicações sobre este, que é o segundo caso de agressão de agentes penitenciários contra cães na cidade neste ano. Em ambas as ocorrências, os animais vieram a óbito.
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